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Adufpi realiza vigília para receber proposta do governo


A Associação dos Docentes da Universidade Federal do Piauí (ADUFPI) está reunida em vigília para acompanhar as negociações e uma possível proposta do governo federal diante das reivindicações da categoria.

“A vigília faz parte de uma jornada nacional de luta dos grevistas das universidades federais para pressionar o governo. O encontro acontecerá em diversas cidades do país no momento em que ocorrerá mais uma rodada de negociações com o governo federal”, afirmou Mário Ângelo, presidente da ADUFPI.

Na vigília estão acontecendo debates sobre as ações do movimento grevista, como também um calendário de atividades será organizado para enfrentar a nova realidade de negociações. Está prevista a exibição de documentários e fotos retratando a luta dos professores da Universidade Federal do Piauí nestes dois meses de greve.

Os professores das 57 Universidades realizarão uma rodada de assembleias para deliberar sobre o acordo apresentado pelo governo no último dia 13/07 às entidades do setor de educação. O presidente da ADUFPI, ressalta ainda que será entregue um documento ao governo federal ressaltando os motivos de rejeição da última proposta apresentada.

“Um documento será entregue ao governo pelo comando nacional de greve, intitulado Resposta do Comando Nacional de Greve/ Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (CNG/ANDES-SN), dividido em três partes: principais motivos de reprovação da proposta do governo federal; pontos para a exigência de avanço nas negociações com o objetivo de reestruturar a carreira docente e pontos para a exigência de negociações para valorização e melhoria das condições de trabalho docente nas Instituições Federais de Ensino, explica o presidente da ADUFPI.

O ministro da Educação, Aloizio Mercandante, e a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, anunciaram reajuste salarial de 45% até 2015 e redução da carreira de 17 para 13 níveis para os professores das Universidades Federais. Segundo o Andes-SN, esse reajuste atingiria apenas 7% dos professores (titular) de cada universidade. Os outros cargos e níveis terão aumento inferior à inflação, gerando perda salarial para o período de 2010 a 2015, durante o qual os reajustes serão concedidos.

A proposta cria cláusulas de barreira para que todos os professores possam atingir o topo da carreira, independentemente da sua titulação, veda a possibilidade de promoção aos professores em estágio probatório, descaracteriza a dedicação exclusiva por meio da restituição por projetos e Prejudica os professores aposentados, especialmente os que já ficaram retidos na classe de adjunto.

Os professores da Universidade Federal do Piauí aderiram à greve nacional desde 17 de maio. As principais reivindicações dos docentes são a discussão com o governo em torno da reestruturação da carreira e melhoria das condições de trabalho. O movimento foi deflagrado em razão do não cumprimento do acordo firmado ano passado.

Assessoria de Comunicação da Adufpi
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