Protesto no 7 de Setembro, contra o descaso que a Educação pública vem sofrendo nesse país


Sexta-feira, dia sete de setembro, depois de mais de 110 dias de greve da UFPI e quase um mês da greve da UESPI, estudantes e alguns poucos professores da UFPI se reuniram para ir às ruas, aproveitando o momento cívico para expressarem à população parnaibana seu protesto contra o descaso com a Educação pública nesse país.


O protesto foi marcado por faixas e cruzes que simbolizavam a morte da educação, pela falta de caráter dos legisladores brasileiros que em momentos como os das eleições alardeiam que só a educação é capaz de transformar e colocar o país em um rumo melhor, porém depois que se vai a época de eleições, o que se vê é o descaso total com as necessidades mínimas que devem ser garantidas à população para a manutenção da vida, como moradia, saúde e principalmente Educação que é um direito fundamental da sociedade.


Além do desfile no encerramento dos pelotões, o comando unificado de mobilização dos estudantes, composto por discentes das duas instituições UESPI/UFPI, fez uma panfletagem denunciando a precariedade com a educação superior vivida pela categoria. Outro fato a ser destacado é que os discentes desfilaram com cruzes e faixas, e ao passarem pelas autoridades locais os manifestantes passaram de costas, dando sinal claro do descontentamento, mostrando que na contracorrente do movimento os estudantes estão construindo suas lutas em paralelo a de seus professores, sendo aplaudidos pela população que estava prestigiando o desfile, dando um sinal claro de que estão apoiando a luta por uma melhor educação nesse país.


Os estudantes também contaram com a participação de alguns comunicadores da cidade, que foram às ruas denunciar as ameaças que os mesmos vêm sofrendo em seu direito à liberdade de expressão.


A luta é todo dia e exige que cada vez mais os estudantes tomem para si a responsabilidade histórica de transformação na sociedade, é necessário o engajamento de todos, entretanto os descasos com a Educação parecem impulsionar cada vez mais estudantes e professores.





Por Samuel Lima
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