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As eleições e as pesquisas

Jânio Holanda - Jornalista
Bem, meus amigos leitores, no domingo que passou aconteceram as principais eleições em todo o Brasil, onde o povo escolheu os nossos representantes que cuidarão da parte mais importante de nossa república brasileira, o Município, onde a vida acontece de verdade. Sem mencionar nomes ou apelidos dos eleitos devemos respeitar a escolha imposta pela maioria.

Também, repito, respeitando o direito democrático dos partidos políticos que adotaram em suas ideologias e programas que lhes forem convenientes durante a campanha, havemos de convir que nem tudo passará de discurso de campanha, infelizmente. Todos sabem que o eleitor brasileiro, principalmente os menos esclarecidos não tomam o devido cuidado na hora de declinar seu voto e acaba sufragando aquele que ele deve um pequeno favor ou a alguém ligado a esse candidato.

Como já é de praxe, neste pleito observamos o descompasso das pesquisas que aconteceram e até podemos dizer que a cada 12 horas durante o período permitido campainha eleitoral houve divulgação de pesquisas, tantos em municípios do interior quanto em Teresina. Ao que parece os ímpetos dos candidatos contratantes, bem como dos proprietários desses “prestadores de serviços” e de alguns meios de comunicação não foram contidos e nem ser fiscalizados.

É público e notório que em campanha eleitoral vale tudo, com isso, o festival de pesquisas foi exagerado e até podemos dizer que serviu apenas para confundir a cabeça do eleitorado, principalmente dos mais incautos. A sede pelo poder faz os candidatos subverter as leis e as normas básicas do jogo democrático. Para eles o importante é chegar lá.

Hoje, no Piauí as pesquisas eleitorais fazem parte de uma vantajosa atividade lucrativa. Soube que uma pesquisa nas eleições que passaram custaram no mínimo R$ 10 mil reais. Ora, não é à toa que a proliferação de institutos no Estado durante as campanhas anteriores multiplicaram, e até dizem as más línguas, que para a alteração dos números alguns cobraram cifras estrondosas.

De certo é que os comentários são unânimes em afirmar que as pesquisas neste imenso Piauí contam para a armação. E é por isto que não é exagero exigir lisura das mesmas, porque enquadram um cenário e é efetivamente elemento político-comercial. Talvez a mercadoria mais cobiçada e cara de cada campanha eleitoral.

Portanto, o que vimos foram resultados comprometedoramente divergentes de pesquisas eleitorais, divulgados – ou omitidos – por institutos vinculados a diferentes grupos de mídia que são apenas uma das muitas expressões públicas da partidarização crescente. Esperemos e veremos então, como será o comportamento dos institutos e dos meios de comunicação no segundo turno da eleição na capital.

Jânio Holanda - Jornalista
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