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Instituto de Pesquisa será investigado por manipulação de dados

Faltando apenas dois dias para as eleições municipais os ânimos ficam cada vez mais exaltados no município de Avelino Lopes e candidatos contestam pesquisas eleitorais. A coligação “Renovar é preciso”, que tem como represente em Avelino Lopes, Valmir Angelino da Silva, ingressou com uma representação de impugnação de pesquisa eleitoral do Instituto Jales de Pesquisa.

O Instituto divulgou recentemente pesquisa de intenção de votos encomendada pela coligação “Renovação e Experiência”, representada por Gidevan Moreira Alves. Porém, durante a consulta dos pesquisadores algumas localidades e bairros foram excluídos, segundo o interesse dos contratantes.

Além disso, os contratantes da pesquisa conduziram os entrevistadores em seus veículos particulares (Hillux prata do Sr. João Lopes do Couto), direcionando a coleta para os eleitores que lhes interessa, o que torna cada vez mais viciada esta pesquisa.

A coligação representante manteve-se vigilante desde o malicioso incidente do último dia 21/09/12, monitorando o sistema de registro de pesquisa- PesqEle do TSE e constatou-se que no dia 25/09/2012, foi protocolado o registro da pesquisa eleitoral, n° 00451/2012, contratada pelo desconhecido Sr. João Rocha de Sousa, junto a empresa Instituto Jales de Pesquisa, cujos dados seriam coletados no dia 25 e 26 do corrente mês, numa amostragem de 300 entrevistados, com data de publicação prevista para o dia 30/09/2012.

Conforme dados do TSE, o local de coleta de dados seria na zona urbana: Centro, São João e Periferia; Zona rural: Poço Comprido, Xixá, Tamboril, Maniçoba, Queimada Redonda, Lagoa da Jurema, Dionizinho, Mata, Bureré, Lagoa Santana e Preferência.

Porém, observa-se a intenção de manipulação, quando foram direcionadas as localidades onde a coligação representada teria suposta maioria de votos e omitido o maior bairro da cidade, na zona urbana, e pior, esta empresa contratada, que segundo a informação que se obteve, tem reputação extremamente duvidosa e de pouquíssima credibilidade do mercado de pesquisa de opinião pública.

Outro agravante da manipulação da pesquisa, visando apenas fornecer dados que atendam aos interesses políticos da coligação representada e influenciem o eleitorado, consta o direcionamento desta somente a determinados pontos da zona urbana e as localidades de interior, onde a coligação acredita ter maioria dos votos.

No entanto, esta área só contempla aproximadamente 30% das localidades do interior e deixa quase 40% da área urbana de fora. Na contramão deste fato, outra pesquisa, elaborada pelo Instituto Amostragem, contempla todas as localidades do interior e bairros da cidade, sem direcionamento indevido.

Lana Rios - Jornalista
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