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Trânsito: acidentes e vítimas fatais

Jânio Holanda
A imprensa piauiense já se acostumou a relatar acidentes automobilísticos que ocorrem diariamente pelo Estado. Em Teresina, mesmo com as constantes blitzs realizadas pela Strans e com a melhoria substancial na implantação de faixas e placas de sinalização, o número de acidentes, cresce a cada ano.

No entanto, o número de vítimas fatais também cresceu paulatinamente nos últimos meses. E tudo isso se deve certamente a dois fatores: a extrema carência de bom-senso na direção e o desconhecimento de regras de circulação por parte de nossos condutores.

Não faz muito tempo, qualquer cidadão tinha acesso a uma Carteira Nacional de Habilitação. Mesmo quem não sabia ler ou sequer possuía um carro era agraciado com o "presente" de políticos e autoridades competentes.

Com o novo Código de Trânsito as antigas auto-escolas se transformaram em Centro de Formação de Condutores, que se proliferam por todo o Estado. Com isso, o número de Carteira de Habilitações cresceu assustadoramente. A facilidade para conseguir o documento é enorme devido às promoções de parcelamentos que estes CFCs fazem para pegar o cliente. Eles dividem a taxa da Carteira em até 36 meses.

Hoje, tornou-se comum os condutores cruzarem preferenciais, efetuarem manobras sem a devida sinalização, trafegarem em pista rápida com velocidade baixa, estacionarem em locais proibidos – principalmente nas imediações de boates, casas de shows e restaurantes.

Até parece que os chamados "donos da via" estão em alta na cidade. Qualquer motorista que venha de um centro maior certamente notará a precária situação do trânsito nas ruas e avenidas da nossa capital.
O resultado de tudo isso, como não podia ser diferente, é o aumento do número de acidentes e vítimas fatais. Até os condutores de veículos de transporte coletivo abusam da velocidade e praticam manobras perigosas presenciadas pela maioria das pessoas.

O Novo Código exige mais cursos e exames para obtenção da Carteira. Mas mesmo assim as pessoas procuram alguns Ciretran’s para fazer as provas, justamente onde o rigor dos examinadores é mais brando e a habilitação sai "mais fácil". Com isso, são incorporados ao nosso trânsito motoristas que, com o famoso "jeitinho brasileiro", facilitam as coisas e prejudicam os bons condutores.

Jânio Holanda - Jornalista
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