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Um ato de Profunda Grandeza

Professor Alborino Teixeira da Silva
É um ato de profunda grandeza, a decisão da renúncia do Papa Bento XVI. Creio que o espírito santo que lhe motivou anos atrás para assumir a árdua missão de comandar e orientar na fé e no testemunho de vida a igreja católica, é o mesmo que lhe inspira agora para renunciar no momento exato. Não vejo motivo para preocupações exageradas como o andar da igreja, nesse momento.

Penso que é hora de reflexão por parte de toda igreja, leigos, leigas e ordenados, pedindo sempre a Deus que os cardiais da nossa igreja, após pensar, dialogar, rezar e meditar muito possam fazer uma feliz escolha daquele que impulsionado pela ação, bênçãos, graças e luzes do espírito santo haverá de conduzir os destinos e a destinação da nossa igreja e de todo povo de Deus.

De fato, encontrei nos últimos dias muita gente no centro e nas ruas de Teresina, preocupadas e surpreendidas com a renúncia do Papa. Ora, é preciso que todos nós cristãos compreendamos o seguinte: O espírito santo é o comandante maior por excelência da nossa igreja, por essa razão ele não precisa avisar e muito menos pedir licença a quem quer que seja para se manifestar, fazer ou desfazer.

Na verdade, se analisarmos com calma, vamos compreender e perceber com clareza que o Papa deixa o comando eclesial da igreja, mas não deixa a missão. Como ele mesmo afirmou: “Vou continuar rezando, e a meu ver rezar faz parte da nossa missão”. Até porque rezar não é uma tarefa tão fácil como muitos podem pensar. Rezar é um ato de coragem, principalmente quando se trata de alguém que vai se recolher por decisão própria a este serviço. Imagino que só assume tarefa desta natureza aquele que está disposto a entregar-se ao mais profundo testemunho da sua fé e coragem, e deve ter de todos nós, cristãos o maior e mais profundo respeito.

Penso que neste momento nós cristãos e sociedade deveríamos nos perguntar, assim: O que fica para os cristãos e para a sociedade deste ato de grandeza do Papa Bento XVI? Que lições podemos tirar? Você já parou para pensar um pouco a esse respeito? Você teria coragem de deixar o seu cargo, ou a sua missão, caso sentisse suas forças físicas fragilizadas?

Muitas das experiências e práticas de vida que temos hoje, na sociedade e no mundo capitalista moderno são bem diferentes, não é? Muitas autoridades das mais variadas esferas sociais, políticas econômicas e judiciárias, muitas vezes preferem morrer agarradas no poder, concordam? Deus conhece todos os seus filhos e filhas, realmente comprometidos e comprometidas com a sua missão e não exige deles ou delas, nada mais além das suas forças físicas, mentais e espirituais.

Alborino Teixeira da Silva
Professor da Rede Pública Estadual de Ensino
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