Realizado o III Seminário Memória, Verdade e Justiça em Parnaíba


Terça-feira (11/06) às 18 horas, nas dependências da Universidade Federal do Piauí, Campus Parnaíba, foi realizado o III Seminário Memória, Verdade e Justiça: Outras Histórias da Ditadura Civil Militar no Piauí (1964-1985). Uma realização do Comitê Memória, Verdade e Justiça de Parnaíba-PI em parceria com o Grupo de Estudos Marxista Piauiense – GEMPI.

Na ocasião foi explanado pelo Membro do Comitê de Parnaíba, Samuel Lima que é Licenciado em História pela UESPI, um breve histórico sobre a criação dos Comitês pela Brasil e como se iniciou a criação do mesmo aqui em Parnaíba, além de como estão atuando para poder levar o debate sobre a ditadura civil militar para a sociedade, aproveitando a ocasião para convidar todos que queiram colaborar, a se integrarem e participarem das reuniões do Comitê que acontecem toda segunda-feira às 17 horas na sala de professores da UESPI de Parnaíba.


Logo após, a professora Dr. Marta Rovai, proferiu uma palestra falando sobre o valor da memória da geração que participou da ditadura civil militar (1964-1985), explanou ainda sobre a importância das sobreposições de memórias, que vão passando de geração para geração através das narrativas e dos depoimentos, pois, assim como as pessoas que combateram a ditadura militar tiveram sua importância, a nossa geração tem a importância de narrar essas histórias para que a memória não fique esquecida e para que não mais se cometa os mesmo erros do passado, a professora enfatizou ainda, o período vivenciado na ditadura pelos familiares das vitimas, que muitas vezes lutavam indiretamente contra o regime, levando esperança aos seus parentes que estavam presos.

Esse evento contou com grande participação da comunidade, que se fizeram presentes, participando através de debates e explanações sobre o período da ditadura civil-militar, contou ainda com a presença de ex-militantes que lutaram contra o regime ditatorial, além da homenagem de familiares para os seus entes queridos.


“Cada povo tem que lutar pela sua memória. Seria ingênua pensar que conhecemos o nosso passado. O que a maioria sabe acerca do passado é exatamente o que os detentores do poder permitem que ela saiba. Fica bem claro que os que estão no poder não tem nenhum interesse em que o povo conheça a sua verdadeira história, pois ela é por demais instrutivas acerca das injustas praticadas contra um povo.”
(Capistrano de Abreu)



Ascom - Comitê Memória, Verdade e Justiça de Parnaíba-PI

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